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Liderança e Trabalho em Equipa

Entrevista Fvr Hero Events

A instituição procura dar respostas à realidade nacional e internacional através de um dinâmico portefólio de programas.

 

Em entrevista à Executive Digest, Francisco Velez Roxo, presidente do ISEG Executive Education, explica como a sua escola de negócios está a abraçar os desafios da liderança, tendo sempre um foco em auscultar o mercado, as organizações e os profissionais para identificar as grandes tendências aspiracionais, e inovar ao nível de objectivos, metodologias e dinâmicas.

Que tendências de oferta e procura estão agora a ser introduzidas nos programas de formação de executivos? Vai haver novidades para o segundo semestre do ano?

De forma geral, e sem estar sempre atrás de “modas em formação”, o ISEG Executive Education tem em conta as realidades da economia nacional/internacional e as tendências da oferta/procura de programas de formação, com três eixos fundamentais sob controlo dinâmico: “capacitação técnica, trabalho em equipa e bom senso”, visando o desenvolvimento transformacional cada vez mais necessário e urgente. E, neste quadro, “as novidades” são os temas de inteligência artificial e machine learning, considerados como urgentes e importantes neste e no próximo semestre.

O ISEG Executive Education está assim e cada vez mais, a procurar dar respostas através de um dinâmico portefólio de programas visando uma convergência da capacitação técnica assente na liderança e no trabalho em equipa. Desenvolveu até mesmo um novo programa que se iniciará a curto prazo para gestores e dedicado ao tema “Artificial Intelligence for Value Creation”, com início em Maio de 2024, e um outro “Machine Laerning for Decision Making”, (com 60 horas de trabalho lectivo) que terá início em Outubro próximo. Em ambos os cursos e com muita “segurança científica e pedagógica” acreditamos que através das nossas competências de formação, seremos capazes de responder e surpreender a procura. Acrescentando tal desiderato (dos dois novos programas) à experiência da pós-graduação em Applied Artificial Intelligence & Machine Learning, em parceria com a AWS (já na sua terceira edição), o portefólio nesta área ganhará novo impulso na perspectiva de inovação dinâmica atrás referida. Simultaneamente, e tendo em conta a grande necessidade de desenvolver soft skills tais como o pensamento crítico e a cultura organizacional para o sucesso dos negócios, foram desenvolvidos os programas inovadores “Strategic Management & Innovation”, e “Growth Mindset: Transformação da Cultura Organizacional”.

Estamos, assim, a procurar fazer para acelerar a convergência dinâmica procura/oferta de formação executiva, e para que os processos de aprendizagem focados em criar empresas e preparar executivos (a apontar para o desenvolvimento contínuo e resiliência organizacional), com evidente impacto nos negócios. Mantendo, contudo, e sempre a aposta na dimensão comportamental, na liderança e gestão da mudança, o desenvolvimento do programa “Leading People & Change”, irá decorrer em Junho e fechará o ciclo anual da programação integrada em gestão da inovação para satisfazer a procura diagnosticada. Inevitavelmente uma área que continua a ser muito importante na formação para as organizações é a da sustentabilidade, inclusive através do reforço da aprendizagem sobre a regulação UE. Este ano, já esgotámos turmas de cursos sobre “ESG – Reporting Corporativo e Não Financeiro” e “Sustainability: A Corporate Journey” e, nesse caminho, iremos desenvolver novas edições após o verão 2024. 

 

E como estamos a nível de formatos? Os programas customizados continuam a ter um peso substancial do ponto de vista da procura?

Os programas customizados têm uma importância crescente no mercado em geral e no ISEG em particular, como resultado da cada vez maior aposta das empresas em serem capazes de reter e potenciar o talento. Nomeadamente através do upskill e reskill dos trabalhadores, numa perspectiva de lifelong learning. São várias as áreas em que faz sentido customizar uma solução de aprendizagem, num perfil de formação que tem um impacto muito diferenciado e positivo nos negócios. Particularmente em dimensões como a motivação, o desenvolvimento de competências, do talento e do espírito de equipa, visando os processos de inovação e transformação organizacional.

Em relação ao MBA, quais são os perfis de participantes e os principais objectivos?

A evolução do perfil de participantes do MBA é tema de observação e adaptação científica e pedagógica, atendendo a que se observam em crescendo perfis mais jovens, com percursos profissionais diversificados, a avançarem para frequentar um programa que é estruturante, com um claro “antes” e “depois” para o participante pelo lado das competências técnicas adquiridas, mas igualmente pelo desenvolvimento das soft skills e do network obtido. A evolução de carreira, ao nível de responsabilidades, cargos e proventos financeiros futuros, é muito central, mas também se encontram cada vez mais alunos com espírito de empreendedores ou até jovens empresários de startups e empresas que pretendem desenvolver as suas competências e sobretudo network.

No mesmo sentido, quais os principais factores que contribuem para o sucesso do MBA?

Na perspectiva do aluno, que é a que mais nos importa explorar, os factores críticos de sucesso para uma boa experiência é encontrarem grupos diversos e dinâmicos, sessões científica e academicamente desafiantes que permitam um maior equilíbrio na reformatação da teoria com a prática. Por outro lado, as experiências imersivas que transformem a perspectiva do participante, quer ao nível dos negócios quer ao nível do interesse pessoal são cada vez mais apreciadas e valorizadas. Possibilitando ao longo de 18 meses estar a ser desafiado para poder construir uma base de conhecimentos, competências e networking positivos que vão transformar as suas vidas, é muito o que temos de feedback quanto aos factores críticos de sucesso de um aluno MBA.  


Quais são os novos desafios da formação para encontrar o equilíbrio inter-geracional que já existe nas empresas?

O trabalho a todos os níveis em contexto de transformação digital e transição ambiental é muito importante para todos, nomeadamente sob o prisma da liderança situacional e overtime, mas também do pensamento disruptivo e da cultura organizacional. Para que se criem ambientes de trabalho focados no potencial e oportunidades em contexto muiticultural e multigeracional é necessário mais do que rotinas ou declarações de intenção. O ISEG Executive Education tem na sua oferta, programas para todos os níveis da organização, através dos quais são trabalhadas essas dimensões, desde o Strategic Leadership Program, ISEG em parceria com a Columbia University, para C-Level, ao Leading People & Change, passando pelo Strategic Management & Innovation e Growth Mindset: Transformação da Cultura Organizacional.

Há quem diga que em Portugal, um mercado pequeno, tudo se centra muito à volta da liderança, deixando um pouco de lado as competências mais técnicas, o pensamento crítico, a resolução de problemas complexos ou até a criatividade. Qual a vossa visão sobre este assunto?

Como sempre muitas das conclusões deste tipo são pouco mais do que “sensibilidades” imediatistas. No ISEG Executive Education trabalhamos sempre o tema da liderança, pensamento crítico e cultura, conjugado com a capacitação técnica e em especial os processos de gestão e transformação visando que o triângulo dos negócios: produtos/serviços. Tecnologias e processos e pessoas se optimize dinamicamente.

Nesse sentido, o que pode ser feito pela vossa instituição para aumentar a percepção do valor acrescentado na formação?

O valor acrescentado na formação resulta sempre da conjugação do impacto que a formação tem nas pessoas e nos negócios sobretudo a luz do renovado conceito de felicidade e bem-estar organizacional. Por esse motivo, o nosso maior foco está sempre em auscultar o mercado, as organizações e os profissionais para identificar as grandes tendências aspiracionais, e inovar ao nível de objectivos, metodologias e dinâmicas, para assegurar que a formação
tem impacto real nas pessoas e na economia como um todo.

E voltando ao tema das PME, quais as soluções para que estas invistam mais em formação?

Uma das soluções é termos cada vez mais exemplos, casos e inclusive docentes que conheçam a sua realidade, para que percebam na formação um potencial de crescimento das competências e competitividade, ajustados às suas necessidades específicas.

Nesse sentido, por exemplo, podemos adiantar que estamos a trabalhar num programa específico para médias empresas, que representará a sua realidade, visando precisamente fomentar essa necessidade e proposta de valor. Que no todo do universo PME, não é nivelado em termos de perspectivas e realidades conforme já é sabido e estudado desde há muito.

 

E como se encontram os processos e projectos de exportação de programas para executivos?

Este ano temos vários projectos internacionais, recebendo participantes de países como Bélgica, Finlândia, Brasil e China, para Learning Journeys que decorrem de forma imersiva durante uma semana em Lisboa, entre o campus do ISEG, o hub empresarial e a cultura da cidade/região.

 

Este formato é um sucesso, posicionando a competência do nosso corpo docente e restantes equipas, o perfil inovador de muitas das nossas empresas e a nossa cultura, reforçando em última instância o posicionamento de Portugal no contexto internacional. Além disso, mantemos o programa para C-Level, “Strategic Leadership Program”, que decorrerá como habitualmente entre Lisboa e Nova Iorque, no ISEG e na Columbia Business School, durante os meses de Maio e Junho de 2024.

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