A Professora Fátima Geada, economista conselheira e docente, publicou recentemente um artigo na revista Kéramica dedicado a um tema cada vez mais relevante no contexto organizacional: os custos invisíveis associados à sustentabilidade e à governação corporativa.
No artigo, a Professora analisa como a crescente integração de práticas ESG (Environmental, Social and Governance) nas organizações, embora essencial para a competitividade, legitimidade institucional e criação de valor a longo prazo, envolve um conjunto de custos frequentemente difíceis de identificar e quantificar. Estes custos incluem, entre outros, processos de mudança cultural, formação contínua das equipas, sistemas de recolha, monitorização e reporte de dados, auditorias, certificações e investimentos em inovação e reconversão tecnológica.
A reflexão apresentada no artigo evidencia que muitos destes custos não surgem explicitamente nas demonstrações financeiras tradicionais, uma vez que são frequentemente intangíveis, difusos e acumulativos. Ainda assim, desempenham um papel central na adaptação das organizações às exigências regulatórias, sociais e ambientais que caracterizam o atual contexto económico global.
Com base em diferentes enquadramentos teóricos da gestão e da governação corporativa — incluindo a teoria da legitimidade, a teoria dos stakeholders e a perspetiva baseada em recursos — o artigo explora de que forma as organizações procuram alinhar as suas práticas internas com as expectativas da sociedade e dos diversos grupos de interesse.
Neste sentido, a sustentabilidade e a governação corporativa não devem ser entendidas apenas como requisitos regulatórios, mas como processos estratégicos de evolução organizacional.
A análise conclui que, mais do que despesas, estes custos devem ser interpretados como investimentos estratégicos na construção de capacidades organizacionais, contribuindo para reforçar a reputação, a resiliência e a competitividade das organizações no longo prazo.
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